segunda-feira, 21 de junho de 2010

TV Digital: Sonho e Realidade na mídia atual

Daniel Vasconcelos Fernandes, 34 anos, nasceu em Manaus, atualmente é diretor técnico da TV e Rádio Boas Novas. Graduado em Engenharia da Automação Industrial pela Universidade Estadual do Amazonas (UEA) e pós-graduado em Tecnologias de compressão digital pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Daniel Vasconcelos cedeu entrevista às acadêmicas Cleide Brilhante, Keytiane Lopes e Samy Gabriela do curso de Jornalismo do 7º Período da Faculdade Boas Novas.


1. CKS – O QUE É TV DIGITAL?

DANIEL - Em uma explicação simplificada, é um modo de transmissão de TV no qual as informações relativas ao áudio (som) e ao vídeo (imagem), são moduladas à portadora (canal ou frequência) sob a forma de instruções precisas (digitais), que permitem, na recepção, a reconstrução fiel das mesmas sem perdas, do mesmo modo que foram transmitidas.

2 (Ouça mais...)

3. CKS – QUAL A DIFERENÇA ENTRE A TV ANALÓGICA E A TV DIGITAL?

DANIEL- Na TV analógica, a qualidade da imagem e do som dependem da quantidade de sinal da emissora que conseguimos captar com a antena, é um canal de comunicação de massa unilateral no qual a informação é emitida sem a possibilidade de um FeedBack imediato. No caso da TV digital, uma vez captado o sinal, a qualidade do mesmo será constante e não sofre variações de qualidade em decorrência de fatores externos, nela não ocorrem chuviscos, fantasmas, etc. e, finalmente a TV digital tem um grande potencial para se tornar um canal de comunicação que nos remete à possibilidade de convergência.

4. CKS – A TV DIGITAL APRESENTA ALGUMAS FUNCIONALIDADES QUE PERMITEM A INTERATIVIDADE ENTRE O TELESPECTADOR E A EMISSORA?

DANIEL- Sim, a tecnologia permite que sejam criados canais bidirecionais que permitam a interatividade, o que deve acontecer na medida em que a tecnologia for sendo usada, estimulando o surgimento de novos produtos (equipamentos) e serviços que permitam que essa possibilidade ocorra na prática, tal como expliquei na resposta da pergunta anterior.

5. CKS - TEVE DIFICULDADE DE IMPLANTAR O SISTEMA DIGITAL EM MANAUS? SE AFIRMATIVO, QUE TIPO DE PROBLEMA?

DANIEL- Na emissora em que trabalho, essa implantação ainda não iniciou e portanto, ainda não pude atuar em implantação desta tecnologia na prática, mas certamente minhas dificuldades serão menores que as enfrentadas pelas emissoras que o fizeram primeiro, já que estou tendo a oportunidade de observar e aprender com o que já foi feito nelas , inclusive com os erros cometidos, o que é absolutamente plausível quando se trata de pioneirismo. Os principais problemas a serem enfrentados dizem respeito à escolha dos equipamentos adequados, já que ainda não há muito parâmetro de comparação.

6. CKS- ACREDITA QUE, EM MANAUS, A POPULAÇÃO FOI BEM INFORMADA SOBRE A TV DIGITAL OU AINDA EXISTE MITOS SOBRE O ASSUNTO?

DANIEL – É difícil dizer. Evidentemente todos já ouviram falar sobre TV digital e para a população de um modo geral, não interessam aspectos técnicos e sim os benefícios possíveis de imediato que, no caso, consistem na qualidade da imagem e do som, o que também é de conhecimento geral. É claro que existem dúvidas que são naturais já que é algo novo, mas com o tempo e a universalização do seu uso se tornará algo natural. Lembram do que aconteceu com o celular? Poucos tinham conhecimento no começo, à medida que foi sendo conhecido e foi evoluindo tecnologicamente, se tornou cada vez mais comum até chegar à realidade de hoje ao ponto em que consideramos estranho quando ouvimos alguém dizer que não tem celular.

7. CKS- ATUALMENTE, JÁ TEM COMO MENSURAR O PERCENTUAL DA POPULAÇÃO EM MANAUS QUE TEM ACESSO À TV DIGITAL? DE QUANTO É ESTE PERCENTUAL? E COMO É FEITO ESTE LEVANTAMENTO?

DANIEL – Por ser uma tecnologia muito nova e ainda em processo de implantação, ainda não há dados estatísticos confiáveis. É claro que ainda são poucos os lares de Manaus que contam com recepção de TV aberta digital até pelo fato de serem poucas as emissoras que transmitem desse modo, não justificando o investimento, nesse momento, na compra de um receptor (ou decodificador) digital, que por sua vez ainda tem um custo relativamente alto. Na medida em que todas as emissoras adotarem a transmissão digital o custo dos equipamentos tenderá a cair e somados esses fatores, teremos um aumento no percentual de usuários do serviço. Atualmente, a principal fonte de dados estatísticos virá da indústria e do comércio em suas informações de vendas, mas com o tempo e a viabilização da interatividade, será possível o levantamento estatístico em tempo real.

8. CKS- QUANTAS EMISSORAS EM MANAUS DISPONIBILIZAM A TECNOLOGIA DA TV DIGITAL? E QUAIS SÃO?

DANIEL – Hoje são três emissoras à saber: TV Amazonas, TV A Crítica e AmazonSat.

9. CKS -QUAIS SUAS CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE O ASSUNTO?

DANIEL – A TV digital tem potencial para ser muito mais do que um simples método inovador de transmissão de TV, ela certamente vai revolucionar o tecnologia da comunicação atual, modificando totalmente a forma como lidamos com a informação.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Curso de Comunicação Social da FBN tem novo coordenador

TV BLOG FBN - Desde o mês de fevereiro o professor Jimi Aislan substituiu o professor Allan Rodrigues. Agora Jimmi é o coordenador do Curso de Comunicação Social da FBN. Nesta reportagem para a TV BLOG FBN, ele fala sobre suas expectativas para dar continuidade ao trabalho iniciado pelo seu antecessor. Confira! (Assita ao vídeo...)

Por Cleide brilhante, Keytiane Lopes e Samy Gabriela

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Petrobras realiza estudos para acompanhar e controlar o gás natural

Por Cleide Brilhante, Keytiane Lopes e Samy Gabriela

A Petrobras vem inovando em tecnologia para dar maior segurança e garantir o abastecimento de gás natural em todo o Brasil. A empresa é a responsável pelo transporte por dutos dos derivados do petróleo.

De acordo com o responsável pelo gerenciamento do gasoduto, Cláudio Batista, a região Norte possui o gasoduto Urucu-Manaus, que incluiu a adequação do duto existente no trecho Urucu-Coari, batizado com o nome de Gasoduto Rio Solimões (Garsol), um gasoduto de 18 polegadas com 278 km para operar especificamente com gás natural.

Além do Garsol existe o novo duto no trecho Coari-Manaus, chamado Gasoduto Coari Manaus (Gascon), um gasoduto de 20 polegadas com 383 km, atravessando a Floresta Amazônica.

O gasoduto representa um grande desafio operacional, devido às particularidades geográficas da região, entre as quais inundações, solo inapropriado e dificuldade de acesso à faixa do duto.

Acompanhar este gasoduto requer tecnologia de ponta para que seja monitorada a rede e ocorra uma rápida localização de prováveis problemas. Para isso, conta com o Centro Nacional de Controle Operacional (CNCO).


Conheça a história do gás natural em Urucu







O que é CNCO

O Centro Nacional de Controle Operacional localizado na Sede da Transpetro, no Rio de Janeiro, monitora, de forma centralizada, todas as operações de transporte dutoviário do Brasil, utilizando equipamentos de alta tecnologia. Ao todo são mais de 11 mil km de dutos controlados 24 horas por dia, durante todos os dias do ano.

O centro mantém computadores de última geração e um painel de projeção com 2,2 m de altura por 17 m de comprimento, que pode ser dividido em até 40 telas e permite a visão completa das movimentações dos gasodutos em todo o Brasil com uma extensa rede de telecomunicação que cobre as instalações dutoviárias espalhadas pelo país e faz esses dados chegarem ao CNCO.

Um conjunto de servidores permite que as informações, alarmes e comandos de válvulas e equipamentos estejam disponíveis nos computadores para os técnicos de operação.
Como funciona o equipamento

Do Rio de Janeiro, com apenas um clique do mouse, os técnicos de operação interagem com as instalações dos dutos e terminais, ligando e desligando bombas, abrindo e fechando válvulas e alterando pontos de operação das malhas, além de detectar vazamento e realizar a simulação de condições operacionais futuras. É uma complexa infra-estrutura para garantir que gás chegue de forma segura e eficiente às indústrias, termelétricas e refinarias em todo o Brasil.

Saiba mais sobre tecnologias usada pela Petrobras

terça-feira, 11 de maio de 2010

Novos antibióticos são descobertos para combater a tuberculose

Por Cleide Brilhante, Keytiane Lopes e Samy Gabriela

Uma parceria realizada entre a Fundação de Medicina Tropical do Amazonas (FMT), a Universidade Federal do Espírito Santo e a Duke University da Caroline do Norte nos Estados Unidos pretende desenvolver novos antibióticos para combater e reduzir o tempo de tratamento da tuberculose.

De acordo com dados da Fundação de Vigilância e Saúde, o Amazonas é o segundo estado brasileiro com maior índice da doença. Ao contrário do que muitos pensam, a tuberculose é muito freqüente no estado, não escolhe idade, sexo ou raça. Qualquer pessoa pode adquirir a infecção causada por germes ativos.

Casos identificados

Desde o dia 15 de março de 2010 as ações da Coordenação Estadual do Programa de Tuberculose estão sob a responsabilidade da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas.

No ano de 2009, a Coordenação do Programa na FMT registrou mais de 2 mil novos casos da doença, um número de 5,5% maior que o notificado em 2008 que foi de 2,2 mil. Cerca de 70% identificados somente em Manaus.


De acordo com a diretora de assistência médica da Fundação, Lucileide Santos, esses dados são preocupantes e é por esse motivo que realizaram parcerias com outras instituições para a descoberta de novos medicamentos.

Segundo a diretora em pouco tempo haverá uma modernização no diagnóstico da doneça. “No período máximo de dois meses estará sendo realizado exames rápidos através de um aparelho mostrando a resistência da bactéria, quanto ao resultado mais precoce”, explica.


Saiba mais sobre a tuberculose





Cuidados

Segundo dados informados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a resistência bacteriana é o terceiro maior problema de saúde do mundo.


O infectologista da FMT, Marcelo Cordeiro, explica que isso acontece devido o uso indevido de antibióticos e o não cumprimento do tratamento recomendado pelo médico. "Em alguns casos o antibiótico favorece no desenvolvimento de resistência as bactérias, levando o paciente a um quadro de infecção muito mais grave", alerta.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Inicia campanha de vacinação contra H1N1 em Coari

Por Cleide Brilhante, Keytiane Lopes e Samy Gabriela

A campanha de vacinação contra a Influenza A (H1N1) em Coari, como em muitas outras cidades do interior do Estado, não está obedecendo ao calendário divulgado pelo Ministério da Saúde.

Segundo o coordenador de imunização do município de Coari, Ranilson da Silva Damasceno, desde o início da campanha, no dia 22 de março, estão sendo vacinados todos que procurarem os postos de vacinação em Coari, independente da idade.

De acordo com o calendário da campanha nacional de vacinação, divulgado pelo ministério da saúde, deveriam ser vacinados, entre os dias 22 de março a 5 de abril, gestantes e crianças a partir de 6 meses e menores de 2 anos (1º dose). Entre 5 a 23 de abril, população saudável com faixa etária entre 20 a 29 anos.

Devido à baixa procura pela população de Coari, segundo o coordenador Ranilson, a secretaria abriu a vacinação para a população em geral, independente do cronograma.

Interior

O público alvo é a população da cidade e interior. Porém, o ministério da Saúde ainda não disponibilizou recursos para que a campanha chegue à comunidade ribeirinha de Coari. Para os que residem nas comunidades mais afastadas, sabe-se que a dificuldade de locomoção e a falta de informação ou a divulgação da campanha no interior do município de Coari, como em todos os interiores, compromete as metas estabelecidas para imunizar a população.

Na Amazônia, a vacinação não se dá com a regularidade desejada devido às cheias e a baixa dos rios dificultando a navegação. Mas segundo o coordenador da campanha no município, alternativas já estão sendo estudadas para que estas comunidades sejam atendidas.

Números

Em Coari, a estimativa da coordenadoria de imunização do estado prevê mais de 32 mil doses. Porém, até o dia 10 de abril, aproximadamente 40% das doses foram ministradas. Não tendo dados específicos sobre o percentual de quantos destas doses foi ministrada para a população ribeirinha ou da cidade.

Conheça melhor a doença

Influenza A (H1N1), ou popularmente chamada de Gripe Suína é uma doença respiratória aguda causada pelo vírus Influenza. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e possui sintomas semelhantes aos da gripe comum. Os seus sintomas são febre alta (superior a 38ºC), tosse, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, irritação nos olhos, coriza, náuseas e vômitos. Os sintomas respiratórios tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se em geral por três a quatro dias após o desaparecimento da febre.

Tire suas dúvidas sobre o H1N1

Voltar para o menu principal

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Cresce casos de virose em Manaus

Por Cleide Brilhante, Keytiane Lopes e Samy Gabriela

O aumento dessa doença em Manaus é no período de chuvas, que inicia no final de novembro e se estende até o mês de maio. Essa doença afeta grande parte da população, atinge principalmente as crianças que apresentam um sistema imunológico vulnerável a esse tipo de contaminação.

O que é virose

O termo virose designa qualquer doença causada por um vírus. Atacam os seres humanos, os animais e as plantas. A maioria dessas doenças podem também ser causadas por bactérias e outros agentes, quando tendem a ser mais agressivas.
(Saiba mais sobre a doença...)

Sintomas da virose

De acordo com o médico pediatra, Carlos Aires, a umidade do ar e o clima frio cooperam para o aumento da proliferação do vírus pelo sistema respiratório. Ele explica que os sintomas mais frequentes são: febre, dores musculares, cefaléia, mal estar, evoluindo com dor de garganta, tosse, coriza,diarréia, vômito, congestão nasal e pode até causar pneumonia.

Recomendações

O pediatra Aires recomenda aos pais que não devem deixar seus filhos em lugares abafados para impedir que eles adquiram viroses, ressalta que é importante em alguns casos, a mãe cuidar da criança em casa, pois o risco de contaminação de outras doenças são maiores em unidades de saúde.

Segundo o médico “atualmente o tratamento da virose é um desafio para a medicina, pois os antivirais disponíveis ainda são medicamentos pouco eficazes. Por outro lado, muitas viroses são autolimitadas, isto é, desaparecem espontaneamente, explica.