terça-feira, 11 de maio de 2010

Novos antibióticos são descobertos para combater a tuberculose

Por Cleide Brilhante, Keytiane Lopes e Samy Gabriela

Uma parceria realizada entre a Fundação de Medicina Tropical do Amazonas (FMT), a Universidade Federal do Espírito Santo e a Duke University da Caroline do Norte nos Estados Unidos pretende desenvolver novos antibióticos para combater e reduzir o tempo de tratamento da tuberculose.

De acordo com dados da Fundação de Vigilância e Saúde, o Amazonas é o segundo estado brasileiro com maior índice da doença. Ao contrário do que muitos pensam, a tuberculose é muito freqüente no estado, não escolhe idade, sexo ou raça. Qualquer pessoa pode adquirir a infecção causada por germes ativos.

Casos identificados

Desde o dia 15 de março de 2010 as ações da Coordenação Estadual do Programa de Tuberculose estão sob a responsabilidade da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas.

No ano de 2009, a Coordenação do Programa na FMT registrou mais de 2 mil novos casos da doença, um número de 5,5% maior que o notificado em 2008 que foi de 2,2 mil. Cerca de 70% identificados somente em Manaus.


De acordo com a diretora de assistência médica da Fundação, Lucileide Santos, esses dados são preocupantes e é por esse motivo que realizaram parcerias com outras instituições para a descoberta de novos medicamentos.

Segundo a diretora em pouco tempo haverá uma modernização no diagnóstico da doneça. “No período máximo de dois meses estará sendo realizado exames rápidos através de um aparelho mostrando a resistência da bactéria, quanto ao resultado mais precoce”, explica.


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Cuidados

Segundo dados informados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a resistência bacteriana é o terceiro maior problema de saúde do mundo.


O infectologista da FMT, Marcelo Cordeiro, explica que isso acontece devido o uso indevido de antibióticos e o não cumprimento do tratamento recomendado pelo médico. "Em alguns casos o antibiótico favorece no desenvolvimento de resistência as bactérias, levando o paciente a um quadro de infecção muito mais grave", alerta.

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